dormi sobre uma pedra
como naquela cena da era do gelo
onde tu estava no meu quarto
num fevereiro qualquer
enquanto tu dormia
me escondi pela casa
mas eram sonhos
os meus
tu só percebeu que eu nunca estive ali
quando amanheceu e precisou das chaves
pra destrancar a porta
e me deixar assim
esperando que a brincadeira acabasse
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da selva
enfim proclamei
lá do fundo
no rio ipiranga:
pra nunca mais
serão só festejos
sobrenadar
mais troco na passagem
#
vá pelo inverno
desde dezembro tenho dito adeus
sem mendigar remorso
ficou mais caro a diversão barata
sem graça
também
fez toda a diferença
ser mais um
onde não precisava cálculo
lá do fundo
no rio ipiranga:
pra nunca mais
serão só festejos
sobrenadar
mais troco na passagem
#
vá pelo inverno
desde dezembro tenho dito adeus
sem mendigar remorso
ficou mais caro a diversão barata
sem graça
também
fez toda a diferença
ser mais um
onde não precisava cálculo
linha divisória
teu reinado aqui dentro decai
nos lençóis só ficam as páginas rasgadas
a sensação disforme
meu desengano
amarrando os cadarços
com nó na garganta
murros n'água
da construção somente os escombros
minimizo lembranças
pra te diminuir
não resta toque que resistanos lençóis só ficam as páginas rasgadas
a sensação disforme
meu desengano
morre aqui dentro
esfarela na mobília
vislumbro a corda do teu pescoçoamarrando os cadarços
com nó na garganta
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