eu sou foz, argila e manada
sou cais de porto, sou quase nada
eu sou paz, raiz e noz-moscada
para o teu rosto fiquei olhando feito bobo
que eu acabei de saber que eu não sei quem é você
o quê, por quê, aonde e quando você irá me ver
de novo, sozinho, feliz?
Me lembro bem, um corpo em pleno
retrocesso.
Eu ainda sinto sua ausência, eu ainda
sinto você nos meus braços.
E a agonia de ficar sempre assim?
Me leva pra qualquer lugar.
Pois mesmo sóbrio, me entrego fácil.
Mas custa pra admitir.
Sei.
Com um pouco de amparo eu te desfaço.
Não é comum mas a gente continua.