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planejamos dominar o nosso mundo

entra no avião e voa
faça sombra
volto pra cama
tu estás sobre nossas cabeças
já esteve entre a corda e meu pescoço

mais uns dois

parece o gurizinho do up
sorrindo inocente
não gosto de ti por ser fodão
esse lance de tu pensar
que é fodão
confirma pra mim
tu, o guri do up!
considerei te cuidar
quando o teu sorriso cuida
das minhas asneiras
o gurizinho up poderia me cuidar
não sei do teu futuro
mas não merece apodrecer aqui
no meu peito e nessa cidade que te cerca
ficou preso nisso que fuma pra esquecer dela
tão bonita
pensou que era mais do que bonita pra ti
ficou com aquele pior
dos filmes de terror que assiste e te abraça
em segredo

altas aventuras

hoje quase encontrei nosso segredo
o que inventei de nós
mas consegui trancar a língua na boca e não te pronunciar
iriam rir
ela riria e ainda não entende que não sou de metal
vê minhas fraquezas como conquistas
acha que meu peito é vazio e não abriga nem ela
tento não destruir tudo isso
sou um robô sem sentimentos e de armadura
armamento pesado sem iluminação
logo, não contei que pensei em te cuidar perto dos braços
inventei e passei a acreditar que gostei de ti naquele dia que
imaginei teu cosplay do guri do up

amendoim

em porto alegre
ir indo
contigo
ir rindo

crvz

nasceu o céu estava no teto da terra mar na areia e tua mãe sentiu doía nela chorava tu sentiu oxigênio, sentiu desde aquele setembro nada foi tão normal quanto teu parto e tuas partidas tuas investidas com o corpo no outro eram só corpos na escuridão essa lâmpada na cabeça é mais treva pra acostumar os olhos o universo todo governado eu te desejando equilíbrio e tu pisa errado já que a queda é a maior aventura
mantendo os cabelos em piruetas no topo

gal trago fatale

cosme químico
cosmo dá-me tua mão
a volta pra casa
nem joão, buarque, maria e damião
na selva ninguém se perde
buzina é excesso de sinalização
tá mais proibido que proibir
tu não vir pra cá
ser minha adoção

11ª Dimensão

são paulo está secando
você está chovendo
impregnando aqui dentro
com julian casablancas
dentro do quarto
escorre água
me dilui até ser ninguém
as paredes suam tanto
quanto eu
parece porra de você em mim
nas minhas veias
na pele

ulisses

ou li
se foi
ou li
se esqueceu

flavio


mulher não rola     
mulher não
rola                        

erva

suas preferências incluem
existir além da borda
suspirar desnivelando pele
fazer ketchp pra não morrer de fome
aprender latim
e sapatear em filius flitwick
outro qualquer
quer as sagradas escrituras
a moça do arco iris transfigurado em cabelo
despeja no vazio e nos corredores
accio sentidos
abaffiato aos vizinhos
alohomora em teu quarto
avifors em tanto desaforo
cave inimicum em todo e qualquer chocolate
engórgio com a ausência
e eu desde que te vi, só sei repetir
obliviate
obliviate
obliviate
querendo não ter magia pra isso






dinossauros foram extintos

miados e gemidos
tentando proteger
o marrom mesclava com avisos
repetia: não dorme
choramingava: cuida
tentei ser dom quixote
enquanto moinhos de vento me chamavam pelo nome
e adivinha?
impossível ser herói quando ninguém quer salvação
quando a vítima guarda o bandido
e este quer consumir a si mesmo na bala que direciona
o dia trocava de nome e ela riscava paredes
quis silêncio
e coçar de raiva